Candidato a Deputado Federal por São Paulo

Category: Defesa e Segurança Pública

Jogando contra

Jogando contra

Estamos vivendo uma bagunça institucional provocada pelo STF, Ministério do Trabalho e este governo que sobrevive à custa dos pagadores de impostos. Primeiro pela impunidade, cria-se um ambiente nefasto para proteger um bandido que deveria estar preso, segundo pela decisão do ministério do trabalho em liberar o imposto sindical. Onde vamos parar?

Imagine um carro desgovernado descendo a ladeira, esse é o Brasil de hoje, um país que eu, assim como muitos, não queremos, mas nos coloca como a única opção. É revoltante porque somos obrigados a conviver com um legislativo, executivo e judiciário que causa desgosto, vergonha e repugnação. Não falo isso por causa das monstruosidades decididas pelos donos da lei, digo isto porque não existe respeito pelo povo.

Barroso x Povo
Barroso permitiu saltar 11 dos presos na operação Skala.

STF x Povo
Garantiu a liberdade provisória de Lula e ainda pode permitir, através de liminar que se torne candidato.

Ministério do trabalho x Povo
Permitiu a volta do imposto sindical.

Nesta partida de futebol do Povo e o Estado, contra a impunidade, o crime e a corrupção, o Estado faz gol contra, enquanto o povo e uma minoria da lei tenta vencer a partida.

Somos merecedores de um estado seguro!

Somos merecedores de um estado seguro!

Quem nunca foi vítima de algum crime? Quem anda pelas ruas no Brasil e não olha para os lados pelo menos duas vezes? E no carro, com os vidros fechados, além de ter total atenção no trânsito, precisa observar qualquer aproximação suspeita? A violência é um preço alto com a qual pagamos, às vezes, com a própria vida. No modelo de segurança das histórias em quadrinhos, prega que; sempre haverá um super-heróis para salvar, que nos momentos de crise estará presente.

— Lembro me de estar sentado com minha mão na porta de casa, ela fazia um brinquedo para mim, era uma tabua cheia de pregos com um gol de cada lado. Meu irmão dormia no único cômodo que tínhamos. Morávamos na parte de cima da favela, e diferente das favelas do rio de janeiro, em Salvador eram as baixadas, descer uma baixada para um policial às vezes eras um “caminho sem volta”.

Neste dia entrou um assaltante em casa, daqueles conhecidos, acusado de latrocínio e de tráfico na região, ele foi rápido, soltou sobre agente, correu e ficou em cima da (cama) armado, escondido, pedindo para fazer silencio. Minha mãe continuou brincando comigo enquanto os policiais procuravam ao redor. Reféns da situação, fazendo a única coisa que poderia ser feita, ficar calma e pedir a Deus (proteção)! Saímos daquela situação, a polícia foi embora, o assaltante foi embora e dias depois foi morto em confronto. Neste caso minha mãe foi heroína, porem, em muitos outros, outras crianças não tiveram a mesma sorte.

Posso contar as inúmeras cenas de violência que já vi, e não desejo que crianças as vejam. Esta situação é comum em muitas regiões, podemos colocar na conta da corrupção a responsabilidade pelo clima de insegurança em nosso país. Trabalhamos, pagamos altos impostos e ganhamos pouco. Falta infraestrutura, educação e saúde, mas temos um congresso rico e privilegiado.

Nisto vejo que, “somos merecedores de um estado seguro.” E ao invés da união ficar discutindo responsabilidade com os estados sobre a segurança eles deveriam focar os esforços em garantir que o caminho entre nossa casa e o trabalho, a escola e ao lazer, ao menos sejam um caminho seguro.