Suplente de Deputado Federal por São Paulo

Category: Eficiência

Criação da figura do juiz de garantias pode afetar caso Flávio Bolsonaro

Criação da figura do juiz de garantias pode afetar caso Flávio Bolsonaro Featured

Por que não considero Bolsonaro traidor? Mas, por que ele traiu?

Em um discurso político, da velha política, candidatos utilizam do populismo para alcançar seus objetivos. Assim foi com o atual presidente, ele se comprometeu combater a corrupção e a violência. Tão logo, ao ver a empreitada do MP do rio de janeiro, encarregou-se de dar aquele Jeitinho Brasileiro e criou o “Meu juiz minha Vida”. O presidente, Jair Messias Bolsonaro foi “frouxo” ao não vetar a ideia do socialista, Marcelo Freixo, outro “frouxo”.

Sabe porque não considero o presidente traidor, porque nunca acreditei em suas palavras, não me sinto traído e nem decepcionado, apenas lamento que o ministro da justiça tenha que lidar com os espertalhões da velha política!

O custo da corja da velha política

O custo da corja da velha política

Pagamos um preço alto para manter no poder um grupo que constantemente está envolvidos em corrupção. O Financiamento público de campanhas – dinheiro de impostos que deveriam estar sendo aplicados na educação, segurança e saúde – Está financiando partidos políticos que mantém em seu quadro, diversos parlamentares envolvidos com corrupção. Veja a relação abaixo:

PartidoAcusados criminalmente% envolvidosVerba Eleitoral
PP3565%R$ 131,0 milhões
PT3248%R$ 212,2 milhões
PMDB (MDB)3238%R$ 230,9 milhões
PSDB2646%R$ 185,8 milhões
PR1944%R$ 113,2 milhões
PSD1740%R$ 112,0 milhões
DEM1545%R$ 87,5 milhões
PDT1048%R$ 61,5 milhões
PRB625%R$ 67 milhões

Fontes: Estadão  e Congresso em Foco

A lista é apenas um ressumo, esta relação atinge quase todos os partidos. Este é o Brasil que não funciona, uma política velha e estagnada, que não propõe nada de diferente e que não tem respeito pelo dinheiro do cidadão. É revoltado contra este sistema, deteriorado, que decidir participar da renovação na política, é preciso agir com transparência para tornarmos o Brasil um país admirável.

Privatizar: por que não?

Ao longo das décadas de 1930 a 1970, o Estado brasileiro construiu uma complexa rede de intervenção na economia. Seja através da criação e operação de empresas estatais, seja por meio de forte regulação sobre empresas privadas. Esse modelo deu errado, como ilustra a hiperinflação da década de 1980, sendo parcialmente revertido na última década do século XX. Diversas empresas estatais foram entregues ao capital privado, tornando-se competitivas a ponto de poderem oferecer melhores serviços aos seus consumidores. Nos últimos dez anos, contudo, voltamos ao modelo anterior, seja com a criação de novas empresas controladas pelo Estado, seja com a aprovação de diversas medidas regulatórias e planos governamentais mirabolantes. Novamente, aqui, deu errado, como ilustram os balanços de diversas empresas estatais. Por que, então, não privatizar?
Seja do ponto de vista prático, seja do ponto de vista teórico, é difícil encontrar justificativa para o apego da população brasileira – medido em pesquisas de opinião – às empresas estatais. Como bem documentado pela literatura, o desenvolvimento econômico é um processo de aperfeiçoamento institucional, que garante que fatores de produção sejam alocados nas atividades mais produtivas. Quando há muita intervenção do Estado na economia, seja por meio de empresas estatais, seja por forte regulação, é pouco provável que esse mecanismo funcione de forma adequada, dificultando o aumento de produtividade que garante o desenvolvimento. Os incentivos presentes nessa estrutura institucional levam a uma alocação ineficiente dos fatores de produção.
Se do ponto de vista teórico é difícil justificar a existência de empresas estatais, do ponto de vista prático fica ainda mais complicado. Como bem ilustram os quatro anos de operação Lava Jato, a existência de empresas estatais beneficia acordos espúrios entre políticos, empresários e gestores. Isso dá margem a contratos superfaturados e investimentos sem justificativa econômico-financeira. Com efeito, setores inteiros, que poderiam ajudar naquele aumento sistemático de produtividade da economia, ficam sujeitos a incentivos perversos, entregando para o consumidor serviços ruins e caros.
Privatizar, nesse contexto, poderia ajudar o país a tanto melhorar suas instituições, quanto aumentar a produtividade da economia. Há toda a sorte de investimentos que precisam ser feitos na infraestrutura, desde as redes de transporte ao saneamento básico. É salutar que metade da população brasileira não tenha, em 2018, acesso a tratamento de água e esgoto. A adequada privatização desse setor teria enormes externalidades para o país, como a redução da mortalidade infantil e menos gastos com o sistema de saúde.
Também chama atenção o fato de a maior parte dos alimentos que abastecem as grandes cidades sejam transportados por rodovias, ao invés de ferrovias ou mesmo hidrovias. Uma malha ferroviária moderna poderia reduzir o custo de frete, o que implicaria em preços mais atraentes para os consumidores. Além disso, aumentaria a competividade das nossas exportações, pleito antigo do setor agropecuário.
É possível fazer diversas críticas em relação às privatizações dos anos 90. Mas não se pode negar que elas trouxeram diversos benefícios para a economia brasileira. A Vale do Rio Doce, a CSN e a Embraer aumentaram em muitas vezes o seu faturamento, um vez pertencentes ao capital privado. Enormes investimentos foram feitos no setor de telecomunicações. Antes, telefone fixo era um bem, que poderia ser alugado para terceiros. Hoje, em qualquer banca de jornal é possível adquirir um chip de telefone celular. Indubitavelmente, essas e outras privatizações fizeram bem ao país.
Abrir uma empresa estatal, reservar um mercado para ela e exigir conteúdo nacional de máquinas e equipamentos que ela compra têm sido tentado há décadas no Brasil. Os fracassos se somam aos montes, como ilustram a Petrobras e a reserva do mercado de informática da década de 1980. Abrir os mercados, incentivando a competição de empresas privadas, pelo contrário, gera produtos mais inovadores e mais baratos. Por que, então, não privatizar?
Às justificativas dadas anteriormente, se soma a frágil situação fiscal do setor público brasileiro, ilustrada pelos últimos quatro anos de déficit primário. O efeito mais perverso desse quadro é a trajetória explosiva da dívida pública, que se não for resolvida, pode levar o país de volta a um crônico processo inflacionário. Um amplo programa de privatização, desse modo, além de todos os efeitos citados acima, teria como contrapartida a redução da dívida pública, com repercussões positivas para a macroeconomia do país.
Como se vê, leitor, há muitas razões para entregar empresas estatais ao capital privado. A existência desse tipo de arranjo só se justifica pelo lobby de políticos e grupos de interesse. Pouco oferece à sociedade, já que essa arca com preços mais altos e péssima qualidade dos serviços. Um amplo programa de privatização ajudaria o país a melhorar suas instituições, aumentar a sua produtividade e ainda conter o avanço da dívida pública. Privatizar, portanto, é não só justificado do ponto de vista teórico e prático, como pode ser uma das saídas para a economia brasileira voltar a crescer de forma sustentável nos próximos anos. Oxalá que tenhamos no próximo mandato um presidente com esse grau de compreensão!
Source: fundação NOVO