Candidato a Deputado Federal por São Paulo

Category: Eficiência

O custo da corja da velha política

O custo da corja da velha política

Pagamos um preço alto para manter no poder um grupo que constantemente está envolvidos em corrupção. O Financiamento público de campanhas – dinheiro de impostos que deveriam estar sendo aplicados na educação, segurança e saúde – Está financiando partidos políticos que mantém em seu quadro, diversos parlamentares envolvidos com corrupção. Veja a relação abaixo:

PartidoAcusados criminalmente% envolvidosVerba Eleitoral
PP3565%R$ 131,0 milhões
PT3248%R$ 212,2 milhões
PMDB (MDB)3238%R$ 230,9 milhões
PSDB2646%R$ 185,8 milhões
PR1944%R$ 113,2 milhões
PSD1740%R$ 112,0 milhões
DEM1545%R$ 87,5 milhões
PDT1048%R$ 61,5 milhões
PRB625%R$ 67 milhões

Fontes: Estadão  e Congresso em Foco

A lista é apenas um ressumo, esta relação atinge quase todos os partidos. Este é o Brasil que não funciona, uma política velha e estagnada, que não propõe nada de diferente e que não tem respeito pelo dinheiro do cidadão. É revoltado contra este sistema, deteriorado, que decidir participar da renovação na política, é preciso agir com transparência para tornarmos o Brasil um país admirável.

Privatizar: por que não?

Ao longo das décadas de 1930 a 1970, o Estado brasileiro construiu uma complexa rede de intervenção na economia. Seja através da criação e operação de empresas estatais, seja por meio de forte regulação sobre empresas privadas. Esse modelo deu errado, como ilustra a hiperinflação da década de 1980, sendo parcialmente revertido na última década do século XX. Diversas empresas estatais foram entregues ao capital privado, tornando-se competitivas a ponto de poderem oferecer melhores serviços aos seus consumidores. Nos últimos dez anos, contudo, voltamos ao modelo anterior, seja com a criação de novas empresas controladas pelo Estado, seja com a aprovação de diversas medidas regulatórias e planos governamentais mirabolantes. Novamente, aqui, deu errado, como ilustram os balanços de diversas empresas estatais. Por que, então, não privatizar?
Seja do ponto de vista prático, seja do ponto de vista teórico, é difícil encontrar justificativa para o apego da população brasileira – medido em pesquisas de opinião – às empresas estatais. Como bem documentado pela literatura, o desenvolvimento econômico é um processo de aperfeiçoamento institucional, que garante que fatores de produção sejam alocados nas atividades mais produtivas. Quando há muita intervenção do Estado na economia, seja por meio de empresas estatais, seja por forte regulação, é pouco provável que esse mecanismo funcione de forma adequada, dificultando o aumento de produtividade que garante o desenvolvimento. Os incentivos presentes nessa estrutura institucional levam a uma alocação ineficiente dos fatores de produção.
Se do ponto de vista teórico é difícil justificar a existência de empresas estatais, do ponto de vista prático fica ainda mais complicado. Como bem ilustram os quatro anos de operação Lava Jato, a existência de empresas estatais beneficia acordos espúrios entre políticos, empresários e gestores. Isso dá margem a contratos superfaturados e investimentos sem justificativa econômico-financeira. Com efeito, setores inteiros, que poderiam ajudar naquele aumento sistemático de produtividade da economia, ficam sujeitos a incentivos perversos, entregando para o consumidor serviços ruins e caros.
Privatizar, nesse contexto, poderia ajudar o país a tanto melhorar suas instituições, quanto aumentar a produtividade da economia. Há toda a sorte de investimentos que precisam ser feitos na infraestrutura, desde as redes de transporte ao saneamento básico. É salutar que metade da população brasileira não tenha, em 2018, acesso a tratamento de água e esgoto. A adequada privatização desse setor teria enormes externalidades para o país, como a redução da mortalidade infantil e menos gastos com o sistema de saúde.
Também chama atenção o fato de a maior parte dos alimentos que abastecem as grandes cidades sejam transportados por rodovias, ao invés de ferrovias ou mesmo hidrovias. Uma malha ferroviária moderna poderia reduzir o custo de frete, o que implicaria em preços mais atraentes para os consumidores. Além disso, aumentaria a competividade das nossas exportações, pleito antigo do setor agropecuário.
É possível fazer diversas críticas em relação às privatizações dos anos 90. Mas não se pode negar que elas trouxeram diversos benefícios para a economia brasileira. A Vale do Rio Doce, a CSN e a Embraer aumentaram em muitas vezes o seu faturamento, um vez pertencentes ao capital privado. Enormes investimentos foram feitos no setor de telecomunicações. Antes, telefone fixo era um bem, que poderia ser alugado para terceiros. Hoje, em qualquer banca de jornal é possível adquirir um chip de telefone celular. Indubitavelmente, essas e outras privatizações fizeram bem ao país.
Abrir uma empresa estatal, reservar um mercado para ela e exigir conteúdo nacional de máquinas e equipamentos que ela compra têm sido tentado há décadas no Brasil. Os fracassos se somam aos montes, como ilustram a Petrobras e a reserva do mercado de informática da década de 1980. Abrir os mercados, incentivando a competição de empresas privadas, pelo contrário, gera produtos mais inovadores e mais baratos. Por que, então, não privatizar?
Às justificativas dadas anteriormente, se soma a frágil situação fiscal do setor público brasileiro, ilustrada pelos últimos quatro anos de déficit primário. O efeito mais perverso desse quadro é a trajetória explosiva da dívida pública, que se não for resolvida, pode levar o país de volta a um crônico processo inflacionário. Um amplo programa de privatização, desse modo, além de todos os efeitos citados acima, teria como contrapartida a redução da dívida pública, com repercussões positivas para a macroeconomia do país.
Como se vê, leitor, há muitas razões para entregar empresas estatais ao capital privado. A existência desse tipo de arranjo só se justifica pelo lobby de políticos e grupos de interesse. Pouco oferece à sociedade, já que essa arca com preços mais altos e péssima qualidade dos serviços. Um amplo programa de privatização ajudaria o país a melhorar suas instituições, aumentar a sua produtividade e ainda conter o avanço da dívida pública. Privatizar, portanto, é não só justificado do ponto de vista teórico e prático, como pode ser uma das saídas para a economia brasileira voltar a crescer de forma sustentável nos próximos anos. Oxalá que tenhamos no próximo mandato um presidente com esse grau de compreensão!
Source: fundação NOVO

Pobre Brasil

As discussões que estão sendo travadas no Congresso Nacional sobre a privatização da Eletrobras mostram como a grande maioria dos nossos políticos nao entenderam ou nao querem entender a necessidade de modernizar o pais, implantando um novo modelo econômico com o Estado regulador e fiscalizador.
E inacreditável os argumentos que sao levantados por aqueles que sao contra a privatização. Vamos nos concentrar em dois dos mais bizarros. O primeiro e o de que a Eletrobras pertence ao povo brasileiro e o segundo que e uma empresa estrategica e por isso tem de ser estatal.
A Lava Jato mostrou de forma muita clara que os verdadeiros proprietários da Eletrobras sempre foram os políticos e os sindicatos que ao longo dos anos vem se beneficiando da empresa para terem todos os tipos de privilégios em detrimento de toda a sociedade.  Cargos em estatais dao poder politico, econômico , status e voto aos políticos. A questão dos empregos tema constantemente levantado pelos sindicatos e outra falácia que precisa ser desmistificada. Para tanto, basta olhar a efetividade da privatização em exemplos nacionais como o setor de Telecomunicações e a Vale. Um dos benefícios comum a esses dois casos é o aumento do nível de empregos, fato que a Eletrobras privada poderá vislumbrar com a retomada de investimentos. A Vale, atualmente, emprega cerca de 110 mil profissionais no Brasil, nove vezes mais do que quando a empresa era estatal. As empresas do setor de Telecomunicação, dez anos depois de privatizadas, geravam 352 mil postos de trabalho, um aumento de 189% sobre o verificado no período anterior. Outro ponto e a questão dos fundos de pensão das estatais.  Hoje depois das barbeiragens cometidas nas gestões estatais desses fundos os trabalhadores da ativa e os aposentados estão sendo descontados nos seus contra cheques para salvar os fundos. Exemplo disso e o Fundo Petros dos funcionários da Petrobras. Enquanto isso, o fundo da Vale privado paga dividendos e prêmios.
Ao povo brasileiro tem restado pagar a conta dessa ineficiência e corrupcao através de impostos muito elevados, o que no final do dia se transforma em tarifas eletricas das mais altas do mundo.
O segundo argumento de ser estratégico ter uma empresa estatal no setor de energia, mostra um total desconhecimento das mudanças tecnológicas mundo afora. Em plena revolução da digitalização, da geração distribuída através do gas natural e das fontes renovaveis como a eólica e a solar, do avanço do carro elétrico, aqui ainda estamos no século passado reféns do debate se a Eletrobras deve ser estatal ou privada. E incrível e ao mesmo tempo inacreditável no Brasil nao se entender que o papel do estado numa economia moderna e o de ser regulador e fiscalizador e nao investidor. Nao incentivar a eficiencia e o avanço tecnológico num setor como o da energia elétrica e um crime contra as gerações futuras de brasileiros. Nao podemos abrir mao dos capitais privados que estão interessados em investir no Brasil. Depois de anos o Brasil voltou ao mercado internacional. Todos acompanharam nas ultimas semanas a disputa acirrada entre empresas brasileira, italiana e espanhola para comprar a Eletropaulo.
Diante desse cenário, e uma pena vermos formadores de opinião e analistas do setor se colocando contra a privatização com argumentos como : esse governo nao tem legitimidade, estão entregando a empresa de graça, vai aumentar a tarifa ou sou a favor mais o modelo nao e o correto. Essa e uma conversa mais sutil, mas, no fundo, sao argumentos mais sofisticados usados para adiar ou mesmo evitar a privatização e a modernização do pais.
Toda essa discussão baseada no atraso, no populismo, na ideologia, no desrespeito aos números, no corporativismo me lembra uma frase do Paulo Francis de que o Brasil optou por ser pobre. Pobre Brasil.
Diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE)
Source: fundação NOVO